terça-feira, 5 de novembro de 2013

Violência Sexual:no Brasil, estupra-se mais do que se mata

Comentário, Jhonathan Lima
Matéria, Nádia Lapa

Dados assombrosos, mas é possível que ainda seja, somente, a ponta do ice berg, o restante ainda está escondido debaixo da culpabilização da vítima, do medo, da vergonha, da falta de conhecimento e até mesmo da necessidade, sim necessidade! de submeter-se a  relações não consensuadas seja com esposo, namorado, colegas de trabalho...

Fico com a mesma dúvida da Nádia Lapa (texto abaixo)  sobre a questão:  aumentou o número de estupros, ou aumentou o número de denúncias? .Defender a igualdade de direitos, para além de uma “guerra dos sexos” com setores conservadores acham que seja, é lutar para garantir futuro digno às nossas mulheres, que são mães, filhas, irmãs, tias, avós... Nenhum ser humano merece nem deve viver carregando sob seus ombros a culpa de algo que se é vítima.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

No Muro das Lamentações, feministas lutam por igualdade

Grupo Women of the Wall pede direito de liderar orações do início do mês judaico em espaço exclusivo. Por Marsílea Gombata




Muro das Lamentações
No Muro das Lamentações, os homens têm preferência sobre as mulheres

De Kfar Saba, Israel
Se a fé cabe a homens e mulheres de maneira igual, por que uns têm mais direitos que os outros? É o que questionam feministas do judaísmo, que há exatos 25 anos lutam pelo direito de rezar da mesma maneira que os homens no sagrado Muro das Lamentações, em Jerusalém. Batizado de "Women of the Wall" [Mulheres do Muro], o grupo tem ganhado os holofotes na batalha que lidera contra o controle do Muro pelos judeus ultraortodoxos – denominação na qual os homens se dedicam exclusivamente ao estudo da Torá e se abstêm de trabalhar e do serviço militar obrigatório de Israel.


“Rede Globo, fantástico é o seu racismo!”






Mazzeo
“A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil, deveras sentenciou Joaquim Nabuco. Mas na versão global, ironicamente “inteligente”, ele diz: “O Brasil já é um país mestiço! E não vamos tolerar preconceito!”.

Nas últimas semanas escrevi dois textos sobre a relação entre meios de comunicação, publicidade e humor e a prática de racismo, o primeiro provocado por uma peça publicitária de divulgação do vestibular da PUC-PR e o segundo por conta de um programa de humor que ridicularizava as religiões de matriz africana. Hoje, graças a Rede Globo de televisão, retorno ao tema.
Neste domingo 3 de novembro o programa Fantástico, em seu quadro humorístico “O Baú do Baú do Fantástico”,  exibiu um episódio cujo tema é muito caro para a história da população negra no Brasil.
Passado mais da metade do programa, eis que de repente surge a simpática Renata Vasconcellos. Sorriso estonteante ainda embriagado pela repentina promoção: “Vamos voltar no tempo agora, mas voltar muito: 13 de maio de 1888, no dia em que a Princesa Isabel aboliu a escravidão. Adivinha quem tava lá? Ele, o repórter da história, Bruno Mazzeo!”


Política: importância do Marco Civil da Internet


O reinado da TV aberta terminará com o advento da Internet, abrindo a possibilidade de uma nova explosão de criatividade. Para isso, o modelo cartelizador da radiodifusão não pode se repetir
Nos últimos anos, uma nova lei – a Lei do Cabo – permitiu aos canais de TV a cabo descontar parte do imposto de renda no financiamento de produções nacionais – com obrigatoriedade de passar um pequeno número de horas/mês no horário nobre.
Bastou para que começasse a florescer por todo o país uma nova indústria de audiovisual.
***
Nos primórdios da televisão nos Estados Unidos, a nova tecnologia atraiu multidões de pequenos empresários. A pretexto de botar ordem no mercado, o poder federal decidiu regular o setor. E concedeu o espaço público a poucas redes de emissoras.
O argumento inicial é que o modelo de negócios – com base nos comerciais – só seria viável se em formato de rede. E seria a maneira das emissoras, fortalecidas pelo modelo, darem a contrapartida para a sociedade – na forma de produções bem acabadas, programas educativos, campanhas cívicas, espaço para a diversidade.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Câncer da próstata no Brasil.

Banner do blog Juventude e Debate em apoio ao Novembro Azul.
Para o Brasil, no ano de 2012, estimam-se 60.180 casos novos de câncer da próstata. Esses valores correspondem a um risco estimado de 62 casos novos a cada 100 mil homens (Tabela 1).

Nas regiões Sudeste (78/100 mil) e Nordeste (43/100 mil), o câncer da próstata é o mais incidente entre os homens. Sem considerar os tumores da pele não melanoma, é o mais frequente nas regiões Centro-Oeste (75/100 mil), Sul (68/100 mil) e Norte (30/100 mil) (Tabelas 4, 12, 22, 27 e 32).

Comentário
A última estimativa mundial apontou o câncer da próstata como sendo o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, cerca de 915 mil casos novos no ano de 2008. Aproximadamente 75% dos casos diagnosticados no mundo ocorrem em países desenvolvidos. A taxa de incidência mundial cresceu cerca de 25 vezes, sendo as mais altas observadas na Austrália, Nova Zelândia, Europa Ocidental e América do Norte. Parte desse aumento pode ser reflexo das práticas de rastreamento por meio do teste Antígeno Prostático Específico (PSA). 


Câncer de Próstata


Banner do Blog Juventude e Debate em apoio ao Novembro Azul
por Portal Brasil
Considerado um câncer da terceira idade, deve ser diagnosticado e tratado rapidamente para reduzir os riscos de mortalidade
O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o de maior incidência nos homens. As taxas da manifestação da doença são cerca de seis vezes maiores nos países desenvolvidos, quando comparados aos países em desenvolvimento.
Cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem em homens com mais de 65 anos. Quando diagnosticado e tratado no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. No Brasil, é a quarta causa de morte por câncer e corresponde a 6% do total de óbitos por este grupo.
Segundo estimativa da pesquisa Incidência de Câncer no Brasil em 2010/11, realizada pelo Instituto Nacional do Câncer, a população masculina do Rio Grande do Sul deve ser a que apresentará mais casos de câncer de próstata até o final do ano – 80 para cada 100 mil homens.

Faça parte você também dessa luta!





Novembro Azul (Movember) é um campanha de conscientização realizada por diversos entes no mês de novembro dirigida a sociedade e aos homens sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata e outras doenças masculinas.
Em vários países, o Movember é mais do que uma simples campanha de conscientização. Há reuniões entre os homens com o cultivo de bigodes (ao estilo Mario Bros), símbolo da campanha, onde são debatidos, além do câncer de prostáta, outras doenças como o câncer de testículos, depressão entre os homens, cultivo da saúde do homem, entre outros.
O movimento surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado a 17 de novembro.

Na verdade, novembro azul é mais tradicionalmente dedicado ao Diabetes Mellitus. Em 14 de Novembro, data do nascimento do Dr. Banting, descobridor da insulina, comemora-se o dia mundial do diabetes (A data foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes - IDF e pela Organização Mundial da Saúde -OMS desde 1991, e conta com o reconhecimento e apoio da Organização das Nações Unidas ONU, que em dezembro de 2006 assinou uma Resolução reconhecendo o diabetes como uma doença crônica e de alto custo mundial), e no mundo inteiro, ações são desenvolvidas para que o diabetes seja mais divulgado, seus modos de prevenção, diagnostico precoce e manejos. Em muitos locais do mundo, instituições são iluminadas de azul, caminhadas são propostas, ações em ruas movimentadas, etc. Há também o agosto azul, mês dedicado à prevenção das causas gerais de mortes masculinas, incluindo a violência urbana com mortes por armas de fogo e armas brancas, mortes no trânsito, câncer de próstata, etc, mas sem menção ao diabetes. Portanto, classicamente, novembro azul é o movimento mundial para o diabetes. a IDF- Federação Internacional de Diabetes estima que haverão 410 milhões de diabéticos em 2025, hoje há mais de 230 milhões de diabéticos, uma doença que traz inúmeras complicações, mortes cardiovasculares, incapacitações e amputações, cegueira, etc.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Argentina 4 x 0 Brasil

Desde a aprovação da lei de meios, foram instaladas, na Argentina, 152 rádios em escolas de primeiro e segundo graus, 45 TVs e 53 rádios FM universitárias. Os números mostram o resultado da garantia do direito à comunicação.
 
por Intervozes

Por Pedro Ekman*
A Argentina comemorou 4 anos de vida da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual 26.522, popularmente conhecida como lei de meios, no dia 10 de outubro. Os resultados produzidos pela lei construída para democratizar a comunicação no país saltam aos olhos, mesmo que o monopólio siga com todos os esforços para interditar a aplicação integral da regra.

O Grupo Clarín se recusa a cumprir o artigo 161 e mantém uma batalha judicial para que não seja obrigado a compartilhar o espaço que ocupa no sistema de comunicações com outras vozes. O artigo é um dos principais instrumentos de desconcentração da propriedade dos meios e de promoção da diversidade e da pluralidade, pois define que cada grupo deve ter, no máximo, 24 licenças de TV a cabo e 10 licenças de serviços abertos (TV aberta, rádios AM e FM). Estabelece, ainda, que aqueles que excederem esse limite devem apresentar um plano de adequação devolvendo as licenças que tiver em excesso para que todos possam ter o direito a ocupar esse espaço que, afinal de contas, é público.


Internet: A desigualdade de gênero está no seu teclado

Campanha da ONU Mulher mostra como o preconceito contra as mulheres também invade a internet. Por Gabriel Bonis, de Londres
Por Gabriel Bonis ONU
 
Mulheres
Campanha da ONU Mulher mostra como opreconceito contra as mulheres também invade a internet
De Londres
Experimente digitar no Google frases relacionadas a um suposto comportamento social esperado das mulheres. Use como exemplo este caso: "women shouldn't" [em português, "as mulheres não deveriam"]. Observe, então, as sugestões de busca mais comuns disponibilizadas pelo site para entender a raiz da campanha da ONU Mulher, braço das Nações Unidas para a condição feminina no mundo, lançada na última semana.

As respostas mais populares para a frase acima mostram o quão desiguais ainda são as condições entre homens e mulheres na sociedade. E como essa disparidade se reflete na internet e na formação da identidade e dos valores sociais de milhões de pessoas que, ao buscarem "mulheres não deveriam", encontram entre as sugestões mais populares: as mulheres não deveriam ter direitos, não deveriam votar, não deveriam trabalhar.
Basta mudar um pouco a estrutura da frase para achar novos exemplos. Busque por "women need to" [as mulheres precisam, em português], e encontre respostas como: as mulheres precisam ser colocadas em seus lugares, precisam ser controladas,  precisam ser disciplinadas. E a lista segue.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Política: A cruzada de Almeidinha contra a 'Bolsa Esmola'

Na Suíça, o Bolsa Família recebe o "Nobel" da seguridade social. Aqui, há campanha para suspender o direito político de seus beneficiários.por Matheus Pichonelli
Bolsa Família
Meme de Facebook pede a suspensão do título de 
eleitor de beneficiários de programas sociais
O programa Bolsa Família recebeu, na terça-feira 15, o 1º prêmio Award for Outstanding Achievement in Social Security, espécie de Nobel concedido a cada três anos pela Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA), entidade com sede na Suíça. É o mais importante reconhecimento de um programa responsável por ajudar a quebrar no País um ciclo histórico de fome e miséria. É o reconhecimento, também, de que a aposta em promover a autonomia dos beneficiados por meio de um cartão magnético passou longe de um mantra brasileiro quase pré-histórico: o de que dinheiro na mão de pobre é, na melhor das 
hipóteses, desperdício; na pior, um mero instrumento de troca de apoio e voto. A notícia, em meio à tensão pré-eleitoral, deixou a turma do Almeidinha em polvorosa. Nas mesas de bar, do trabalho ou em memes de Facebook, a reação ao prêmio foi quase previsível. Houve uma avalanche de revolta e cusparadas contra o que chamam de Bolsa Esmola. Uma das montagens é uma peça-rara: uma enxada e outros utensílios de mão-de-obra rural com os dizeres “no meu tempo, Bolsa Família era quando os pais de família trabalhavam” (algo assim). Uma outra mostrava a confusão em uma agência da Caixa após os boatos sobre o fim do benefício: “Brigar por esmola é mais fácil do que brigar por saúde, emprego e educação”. Outra, um “apelo ao fim do voto de cabresto”, questionava a legitimidade dos beneficiários em participar das eleições. O raciocínio é de uma sofisticação invejável. A vítima do cabresto, afinal, é sempre o pobre. E pobre, de barriga cheia, é incapaz de pensar por si: automaticamente, devolve a esmola com a gratidão em forma de voto vendido. (O cabresto, para quem não sabe, é a correia fixada na cabeça de animais, como as mulas, para amarrá-los ou dirigi-los; o uso da expressão, a essa altura do campeonato, diz mais sobre a consciência e os pressupostos do autor do que sobre o sistema político que ele finge combater).

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sociedade: Crime e sociedade

  Matamos Amarildo 

Quando a plateia vibrou com a cena final de Tropa de Elite, ela autorizou a barbárie. Só não percebeu que a escopeta estava voltada para ela. Por Matheus Pichonelli

por Matheus Pichonelli publicado 03/10/2013 12:08, última modificação 04/10/2013 00:22
Divulgação 
 
 
Tropa de Elite
Quando a plateia vibrou com a cena final de Tropa de Elite, 
ela não percebeu que a escopeta estava voltada para ela
Quando o Capitão Nascimento, com o coturno na garganta do traficante “Baiano”, entregou a escopeta nas mãos do Soldado Mathias e determinou a execução do bandido com um balaço no rosto, as salas de cinema do Brasil vibraram como torcida em final de campeonato. Como em uma arquibancada, houve quem se levantasse e aplaudisse a cena de pé, algo inusitado para uma sessão de cinema. O Brasil que pedia direitos humanos para humanos direitos estava vingado.
 
José Padilha precisou praticamente desenhar, em Tropa de Elite 2, que aquela escopeta estava voltada, na verdade, para o rosto da plateia. Mas a plateia, em sua sanha punitiva, parecia incapaz de refletir e entender que a tortura, os sacos plásticos e a justiça por determinação própria eram a condenação, e não a redenção, de um país de tragédias cotidianas. Nos dois filmes, todos estavam de alguma forma envolvidos na criminalidade – corruptos e corruptores, produtores e consumidores, eleitos e eleitores – mas só alguns iam para o saco de tortura. As consequências dessa indignação seletiva estavam subentendidas, mas muitos não as captaram: nas camadas superficiais da opinião pública, o apelo a soluções simples é sempre tentador. (Em uma das cenas do segundo filme, Nascimento é aplaudido de pé ao chegar a um restaurante de bacanas após comandar o massacre em um presídio. Padilha mostrava ali que a que violência denunciada em Tropa de Elite não era só caso de policia, mas uma chaga aberta e diariamente cutucada por quem recorre, no discurso ou na ação, a soluções arbitrárias contra um caos legitimado).


sexta-feira, 20 de setembro de 2013



Carta de Belo Horizonte "Luiz Gushiken"

A educação que liberta o pensamento das grades da dominação de classe, compreendida como o mais amplo conjunto de conhecimentos, sobre os indivíduos, a sociedade e a vida em todas as suas dimensões, é condição fundamental para a emancipação da classe trabalhadora. Emancipação esta como elemento para a superação de todas as formas de exploração e opressão, tão reproduzidas pelos tradicionais métodos e sistemas pedagógicos hegemônicos no Brasil.

A luta por uma educação para todos, pública e com qualidade foi uma bandeira do Partido dos Trabalhadores desde o seu primeiro momento. Com a chegada ao governo, esta bandeira impulsionou o começo de transformações significativas em pontos decisivos da política educacional brasileira, haja vista a redução das taxas de analfabetismo para 8,6% (PNAD, 2011); a busca da universalização do ensino básico; a construção de novas Universidades Federais e Institutos Tecnológicos; além das políticas de democratização do acesso com as reservas de vagas, as cotas e o PROUNI.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O julgamento da banda New Hit, acusados de estupro coletivo

Caso New Hit: duas garotas estupradas por oito homens e o silêncio na mídia. No Brasil, apenas 2% dos agressores sexuais são condenados e presos

Jarid Arraes, Questão de Gênero

estupro banda new hit julgamento
Acusados de estupro, Banda New Hit.
A grande mídia televisiva tem um modus operandi bastante perverso quando se trata de promover sensacionalismo; por isso, nem sempre essa é a melhor forma de ficar a par das últimas notícias. Enquanto todo o foco das atenções é direcionado para casos das regiões Sudeste e Sul, temas e situações extremamente pertinentes para o povo brasileiro são deixados de lado.

Um exemplo dessa seletividade excludente é o caso das duas adolescentes que foram estupradas pelos 8 integrantes da banda New Hit, em Ruy Barbosa, Bahia. Há mais de um ano os estupradores permanecem impunes, mesmo após todo tipo de averiguação e análises de DNA, que atestam que o sêmen encontrado nas vítimas pertence a seis deles e comprovam a participação dos outros dois. As meninas de 16 anos, que entraram no ônibus do grupo para pedir autógrafos, foram estupradas em turnos enquanto um PM estava do lado de fora do ônibus e garantia que ninguém interrompesse. Como se não bastasse esse cenário, que já é um horror para qualquer mulher, os membros da banda ainda criaram uma nova música com uma letra intimidadora e as garotas passaram a receber ameaças de morte.


Clube Militar critica editorial “mea culpa” de O Globo

Decepção

“Declarar agora que se tratou de um 'equívoco' é mentira deslavada”, diz entidade que reúne oficiais da ativa e ex-militares e promove comemorações da “revolução” todo 31 de março
por Lino Bocchini publicado 04/09/2013 15:17, última modificação 04/09/2013 15:22 
 
 
clube militar.jpg
Nota na página oficial do Clube Militar
O Clube Militar, entidade que reúne oficiais da ativa da marinha, do exército e da polícia (e também ex-militares), soltou nestaquarta-feira 4 de setembro uma nota oficial " Nossa Opinião - Equívoco, uma ova!", condenando o editorial “Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro”, divulgado pelo jornal O Globo no último dia 31 de agosto. O texto do veículo da família Marinho afirmava que “as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio [ao golpe militar] foi um erro”.

O Clube Militar reagiu com firmeza: “o apoio ao Movimento de 64 ocorreu antes, durante e por muito tempo depois da deposição de Jango; em segundo lugar, não se trata de posição equivocada “da redação”, mas de posicionamento político firmemente defendido por seu proprietário, diretor e redator chefe, Roberto Marinho, como comprovam as edições da época”.



A ingratidão da Globo

Com desfaçatez suprema, o jornal desculpa-se enquanto evoca as razões que, 50 anos atrás, pretende terem justificado o apoio ao golpe
por Mino Carta publicado 06/09/2013 08:27, última modificação 06/09/2013 10:03
Reprodução
 
 
Editorial de O Globo
Com desfaçatez suprema, o editorial de O Globo desculpa-se enquanto evoca as razões que, 50 anos atrás, pretende terem justificado o apoio ao golpe
Ingratidão da Globo me espanta, ela vomita no prato em que comeu, com o perdão pelo uso do verbo, de eficácia indiscutível, no entanto. Aludo ao editorial com que o mais autorizado porta-voz das Organizações, O Globo, brindou seus leitores dia 1º de setembro. Diz-se ali que apoiar o golpe de 64 foi erro nascido de um equívoco. Veio a ditadura, como sabemos, provocada pelos gendarmes chamados pelos donos do poder civil, entre os quais figurava, com todos os méritos, Roberto Marinho, e os anos de chumbo de alguns foram de ouro para a Globo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sustentabilidade
Urbanismo

Qual é o habitat do ser humano?

O progresso a qualquer custo tem negligenciado o ser humano. Construções sustentáveis tentam resgatar essa dívida. Por Reinaldo Canto
por Reinaldo Canto publicado 02/09/2013 10:12, última modificação 02/09/2013 10:20
Marcelo Camargo / ABr
 
 
m'boi mirim
Manifestação pela Avenida M'Boi Mirim, periferia na zona sul de São Paulo
Habitat é o local ideal para que uma espécie, seja ela animal ou planta, possa se desenvolver, se alimentar e procriar. Pesquisadores já identificaram os habitats de inúmeras espécies. Sabemos, por exemplo, quais são os melhores lugares para que o elefante, a onça, o tamanduá-bandeira e o esquilo possam viver. Identificamos os biomas naturais e os seres vivos que os habitam. Até mesmo fomos capazes de considerar algumas espécies como exóticas, quando elas passam a ocupar e interagir de maneira pouco saudável com as espécies chamadas nativas dessa região. E nós, humanos, quais são os nossos ambientes, nem diria naturais, mas ideais para podermos viver com qualidade?

Ao longo da nossa história, as cidades e comunidades humanas foram sendo formadas levando em conta as questões ambientais existentes no local. Bom exemplo é o da água, vital para a sobrevivência. Nós humanos íamos ao seu encontro e instalávamos nossas moradias próximas às fontes do líquido precioso. Não é à toa que todas as grandes civilizações do passado se desenvolveram em torno dos grandes rios e muitas continuam lá até hoje.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Racismo no Brasil? Faça o teste do pescoço!

Este é o espaço do encontro e do reencontro, da roda e da palavra, elementos tão caros à cultura africana. Em nome de todas as entidades… em nome da revolução brasileira… bem vindas/os a nossa casa. Axé!

Basta
Em função do bom debate provocado em minha última publicação, onde relato a campanha e faço a defesa da política de Cotas Raciais nas Universidades Públicas Paulistas, em especial os comentários registrados na postagem do facebook oficial da Carta Capitalofereço aos que insistem em negar a existência do racismo no Brasil, o texto dos meus amigos e companheiros de luta antirracista Francisco Antero e Luh Souza. Mais que pedagógico:

TESTE DO PESCOÇO
Existe racismo no Brasil?  Faça o Teste do Pescoço e descubra.
1. Andando pelas ruas, meta o pescoço dentro das joalherias e conte quantos negros (as) são balconistas.
2. Vá em quaisquer escolas particulares, sobretudo as de ponta, do tipo Objetivo e Dante Alighieri, entre outras, espiche o pescoço para dentro das salas e conte quantos alunos negros  há . Aproveite, conte quantos professores são negros e quantos estão varrendo o chão.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Educação 

Os adolescentes e a filosofia

Em vez de manuais com a história de alguns autores, seria melhor submeter aos estudantes textos de Platão, Kant, Descartes, Rousseau...
por Vladimir Safatle publicado 05/08/2013 09:19

Marcello Casal Jr/ABr
 
Adolescência
Há poucos anos, o ensino de filosofia tornou-se matéria obrigatória para os alunos de ensino médio. Uma decisão acertada que leva em conta a necessidade de estudantes adolescentes desenvolverem habilidades críticas, além de compreenderem a complexidade da gênese de conceitos fundamentais para nossas formas de vida.

De fato, a filosofia, tal como a conhecemos hoje, é o discurso que permite à chamada “experiência do pensamento ocidental” criticar seus próprios valores morais, estéticos, normas sociais e evidências cognitivas. A cláusula restritiva relativa ao “ocidente” justifica-se pelo fato de conhecermos muito pouco a respeito dos sistemas não ocidentais de pensamento. Temos, em larga medida, uma visão estereotipada de que eles ainda seriam fortemente vinculados ao pensamento mítico e, por isso, não teriam algo parecido à nossa razão desencantada, que baseia seus princípios na confrontação das argumentações a partir da procura do melhor argumento.  É provável que em alguns anos tenhamos de rever tal análise.


sábado, 3 de agosto de 2013

Sexo sem consentimento e estupro são a mesma coisa

Violência sexual

Explicações de Marco Feliciano no Twitter foram show de desrespeito à mulher. Por Nádia Lapa, do blog Feminismo para quê?
por Nádia Lapa publicado 02/08/2013 12:11, última modificação 02/08/2013 12:15 
 

feliciano
Pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara

Pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara
Na quinta-feira 1º foi sancionada a lei que obriga os hospitais a oferecerem "atendimento imediato e multidisciplinar para o controle e tratamento dos impactos físicos e emocionais causados pelo estupro". A lei prevê, entre outras medidas, a administração da pílula do dia seguinte; com a medicação, a possibilidade de gravidez decorrente do estupro diminui.
Essa parte da lei desagradou algumas entidades e políticos antiescolha, que aparentemente ignoram o fato de que a pílula já é ministrada nos hospitais de referência, assim como pode ser adquirida em qualquer farmácia.
Parece surreal que políticos e entidades sejam contrários ao atendimento multidisciplinar de vítimas de um crime bárbaro como o estupro. É surreal, na verdade. Como alguém pode ser contrário à orientação correta e segura para salvaguardar a saúde física e mental de uma vítima de tamanha agressão?


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Os repugnantes anúncios de escravos em jornais do Século 19

Por: Douglas Nascimento 

Abolida em 1888 e considerada uma das grandes contribuições para a queda do Império do Brasil no ano seguinte, a escravidão foi o fato mais obscuro da história do Brasil onde índios e, principalmente, negros eram tratados como animais e sem qualquer direito civil. Pessoas compravam, emprestavam e até alugavam escravos, em uma atividade que movimentava a economia brasileira no século 19.
Os repugnantes anúncios de escravos em jornais do Século 19
Mas como eram feitos os negócios com escravos aqui na cidade de São Paulo ? Como se sabia quem vende, quem compra ou quem aluga ? Como se reportava a fuga de escravos, que cansados de sofrimento tentavam desaparecer da frente de seus proprietários ? Através de anúncios de jornal.
Fizemos uma seleção de 14 anúncios relacionados a escravos do jornal Correio Paulistano que foram veiculados entre os anos de 1857 e 1879. Considerados normais e corriqueiros naqueles tempos, os anúncios hoje causam repulsa e indignação, confira:

terça-feira, 30 de julho de 2013

Maioridade penal


Francisco se foi, vamos falar de juventude?

Para a mídia, em geral as crianças e jovens são vistos sob duas óticas: como consumidores ou como infratores

por Dal Marcondes publicado 30/07/2013 09:04


Marcello Casal / ABr
 
menores infratores votação
Adolescentes infratores antes de votar em centro de atendimento juvenil especializado
Até poucos dias antes da chegada do papa Francisco ao Brasil a pauta de juventude não era bucólica e carregada de mensagens de paz e esperança. Pelo contrário, era alto o brado pela redução da maioridade penal e fortes os ataques ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que garante direitos a uma das pontas frágeis da sociedade. Para a mídia, em geral as crianças e jovens são vistos sob duas óticas: como consumidores ou como infratores. Não há uma reflexão nos meios de imprensa sobre o papel dos jovens na sociedade enquanto atores capazes de oferecer a energia que alimenta as utopias ou pessoas com grande capacidade para inovar e propor caminhos, alternativas e novas tecnologias.

A abordagem da imprensa dos fatos de uma sociedade não é feita pela ótica da normalidade, daquilo que é a rotina do cotidiano, mas da exceção. Ou seja, quando um adolescente comete um crime bárbaro aquilo é martelado à exaustão nos canais de TV e jornais, principalmente porque a anomalia é notícia e, portanto, vende mais, atrai mais público. A repetição da anomalia cria na sociedade uma falsa sensação de que aquilo é corriqueiro, que os crimes cometidos por jovens são a maioria e que eles precisam se punidos.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Mensagem postada no facebook.

Esse ano faz 45 anos do AI-5.
Hoje faz 20 anos da Chacina da Candelária.
Hoje faz dez dias do sumiço de Amarildo.
Amanhã faz um mês da Chacina da Maré.
Amanhã faz uma semana do fogo nos manequins.
Só para os manequins houve flores.
Só para os manequins houve choro.
Só para os manequins haverá investigação.
A ditadura dura, e ainda há quem diga aos brados que ela é branda.
Os corpos que somem se somam aos corpos cuja soma nem se sabe.
Quem tenta gritar corre o risco da luta terminar em luto.
Há quem diga, quem finja, quem ache que tá tudo bem.
Mas há ninjas gritando e dizendo que não é bem assim.
Será que saberíamos onde está Amarildo se ele fosse um manequim?
Por Lucas Pedretti

sábado, 13 de julho de 2013

Um movimento se movimentando – Análise dos movimentos dos últimos tempos.

Por Fabrício Paz - "O movimento estudantil que não está em constante movimento não é movimento".

Fabrício Paz - Diretor da UNE
As cores das ruas do Brasil romperam a dualidade do trabalho, estudos, compras e rotinas. Os meses de junho e julho deste ano foram completamente diferente de todos os que se passaram, desde as grandes mobilizações contra a ditadura. E mais uma vez quem estava lá junto as brasileiras e brasileiros indignados com a atual situação social, política e econômica do país? Os estudantes, o movimento estudantil.

Diferentemente de tudo, estas cores eram novas, eram singulares e ao mesmo tempo plurais, pois traziam em seu fundo dez anos de conquistas e avanços democráticos. Pois, o trabalhador que no final dos anos 90 ia às ruas lutando por emprego, por dignidade, por alimentação, contra fome e contra as pautas estabelecidas à época, hoje vai às ruas por mais qualidade nos serviços públicos prestados, hoje universais, como saúde, educação, mobilidade urbana e etc.

terça-feira, 25 de junho de 2013

O império do medo

Os tumultos dos levantes populares podem resultar no endurecimento das penalidades sobre os movimentos sociais
Por. Fhoutine Marie

200 mil pessoas nas ruas de Belo Horizonte.
Desde a primeira semana de junho, as cidades brasileiras foram tomadas por movimentos populares cujo crescimento parecia difícil de prever. Os atos convocados pelo Movimento Passe Livre, que pede a gratuidade nos transporte público, tinham como objetivo uma pauta clara e imediata: a revogação do aumento das passagens em diversas cidades do Brasil. Em São Paulo, as manifestações inicialmente foram reprimidas com violência pela Polícia Militar, atingindo seu ponto extremo na noite de 13 de junho, quando as imagens de manifestantes feridos e denúncias de prisões ilegais circularam o mundo por meio da imprensa e das redes sociais.
A denúncia da violência exercida pelas forças repressivas do Estado teve um efeito viral. Rapidamente pessoas públicas e anônimas que na semana anterior haviam condenado as manifestações passaram a se posicionar contra a repressão policial e a favor das liberdades democráticas. As manifestações que se seguiram, no dia 17 de junho, não apenas em São Paulo, mas em diversas outras cidades brasileiras, ganharam a adesão de milhares de participantes. Os atos ganharam uma multiplicidade de bandeiras, muitas vezes contraditórias entre si. O movimento conseguiria sua primeira vitória no dia 19 de junho, quando o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador do estado, Geraldo Alckmin, anunciaram a revogação do aumento das tarifas dos transportes coletivos.