segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Novo protesto no RJ marca a força do Movimento Estudantil

Apesar de toda dificuldade, a unidade do movimento de luta contra os abusos do Grupo Galileo crescem a passos largos
Mais de 300 alunos de duas universidades particulares, o Centro Universitário da Cidade e a Gama Filho, ao lado da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ), fizeram mais um protesto na manhã desta quinta-feira (20), na porta da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, contra a mercantilização da educação.
O problema na Universidade da Cidade e na Gama Filho teve início no final do ano de 2011, quando o Grupo Galileo se tornou mantenedora das universidades. De lá pra cá, uma sucessão de problemas vem lesando professores, funcionários e alunos.


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Há semanas, alguns professores, que estão há meses sem receber seus salários e anos sem benefícios, decidiram iniciar uma greve para pressionar a mantenedora da faculdade, que tem a obrigação de cumprir com os vencimentos dos docentes, bem como com o dos funcionários, além de garantir a qualidade estrutural e acadêmica. As aulas foram adiadas para o dia 04 de março.
Apesar de toda dificuldade enfrentada, a força e a unidade do movimento de luta contra os abusos do Grupo Galileo crescem a passos largos. Há meses os estudantes e professores, em uma mesma consonância, têm se reunido em assembleias e manifestações de rua.
“Os estudantes da UniverCidade estão começando a entender de fato a gravidade do assunto. Essa última manifestação serviu para mostrar nossa vontade em fazer das instituições um ambiente pacífico de ensino e pesquisa. Muitos alunos começaram a aderir a causa agora. Queremos realizar uma assembleia para fundar o DCE da Gama Filho e manter ativa a luta dos estudantes por melhorias nas instituições. Esse é o mais interessante de tudo: os alunos estão cada vez mais entrosados”, avaliou Letícia Portugal, presidente do DCE da UniverCidade.

Os protestos têm se repetido semanalmente e contado, cada vez mais, com um número maior de participantes. Nessa última manifestação, os estudantes se reuniram em frente à ALERJ e rumaram em passeata até a sede do Grupo Galileo. Os membros da mantenedora não aceitaram receber e negociar com os representantes do movimento.
“O próximo passo é protocolar, através da UNE, um inquérito administrativo no MEC, pois o Ministério tem sido extremamente ausente nas universidades. Já entregamos um dossiê na CPI das universidades privadas com mais de 300 páginas, denunciando diversos abusos. A diretoria do grupo Galileo renovou quatro vezes e os novos diretores ainda não compareceram a nenhuma atividade solicitada. A União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro não vai sair das ruas enquanto o Grupo Galileo não resolver a situação de professores, alunos e funcionários”, salientou o presidente da UEE-RJ, Igor Mayworm.
Segundo o presidente do Centro Acadêmico de medicina da Gama Filho, Rafael Iyamoto, o Grupo Galileo prometeu pagar os professores no próximo dia 23 de fevereiro. “A gente não acredita que isso vai acontecer, pois não houve cumprimento de promessa em nenhuma oportunidade. Estamos fazendo nossa parte, pagando as mensalidades em dia, e eles precisam fazer as deles”, pontuou.
O novo protesto está marcado para esta próxima terça-feira (26), às 9h30, em frente à ALERJ. Os diretores da mantenedora foram convocados novamente a comparecerem e esclarecerem os problemas vigentes.
Da Redação

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