terça-feira, 25 de junho de 2013

O império do medo

Os tumultos dos levantes populares podem resultar no endurecimento das penalidades sobre os movimentos sociais
Por. Fhoutine Marie

200 mil pessoas nas ruas de Belo Horizonte.
Desde a primeira semana de junho, as cidades brasileiras foram tomadas por movimentos populares cujo crescimento parecia difícil de prever. Os atos convocados pelo Movimento Passe Livre, que pede a gratuidade nos transporte público, tinham como objetivo uma pauta clara e imediata: a revogação do aumento das passagens em diversas cidades do Brasil. Em São Paulo, as manifestações inicialmente foram reprimidas com violência pela Polícia Militar, atingindo seu ponto extremo na noite de 13 de junho, quando as imagens de manifestantes feridos e denúncias de prisões ilegais circularam o mundo por meio da imprensa e das redes sociais.
A denúncia da violência exercida pelas forças repressivas do Estado teve um efeito viral. Rapidamente pessoas públicas e anônimas que na semana anterior haviam condenado as manifestações passaram a se posicionar contra a repressão policial e a favor das liberdades democráticas. As manifestações que se seguiram, no dia 17 de junho, não apenas em São Paulo, mas em diversas outras cidades brasileiras, ganharam a adesão de milhares de participantes. Os atos ganharam uma multiplicidade de bandeiras, muitas vezes contraditórias entre si. O movimento conseguiria sua primeira vitória no dia 19 de junho, quando o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador do estado, Geraldo Alckmin, anunciaram a revogação do aumento das tarifas dos transportes coletivos.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

De dentro da Manifestação: Um movimento hoje sem rumo.
Por. Jhonathan Lima - "O gigante ainda não acordou, mas seu sono está mais leve."
N.Sra. da Glória, SE - 24/06/2013

Jhonathan Lima
Estive no último dia 20/06 na cidade de Aracaju, para poder ver no “olho do furacão” o que se passa realmente e as pautas manifestadas pela população, neste caso a sergipana, a respeito da onda de manifestações que tem tomado as ruas de várias cidades brasileiras. Notei que o movimento reivindicatório, é muito bem articulado pelo Brasil, estive em contato com companheiros de São Paulo, Recife, Macapá, Belo Horizonte e Rio Grande do Sul, buscando saber como estavam as manifestações nas respectivas cidades, fiquei atento aos telejornais, as redes sociais, aos sites e blogs mais variados possíveis. Quando saí de casa, já tinha em mente que encontraria um verdadeiro “samba do crioulo doido”. Encontrei-me com um grupo de jovens, na cidade de Itabaiana no agreste sergipano, onde já começou a me intrigar o fato de um militante do PCdoB, com vários camaradas de seu partido, daquela cidade, entoa a palavra de ordem dentro do ônibus, que nos conduzia até Aracaju “Sem partido! Sem partido! Sem partido!”, bom até aí, um pouco de surpresa, mas enfim, viagem segue.

terça-feira, 18 de junho de 2013


A Revolução se organiza na rede.
Por. Jhonathan Lima - "O Brasil acordou, agora vejamos quem não conseguirá dormir."
N. Sra. da Glória, SE - 19/06/2013

A rede mundial de computadores, tem se transformado em uma ferramenta importante para a consolidação de alguns dos grandes eventos sócio-políticos no mundo pós-moderno.
 A queda das ditaduras faraônicas na “Primavera Árabe”, as grandes manifestações ao redor do mundo, em função de diferentes causas. A comunicação é uma necessidade inerente ao ser humano. É a forma de expressar desejos e sentimentos. Quando criada a rede mundial de computadores – internet – teve como seu principal objetivo o encurtamento de distâncias e a dinamização na troca de informações.

Com o passar do tempo, a internet tomou proporções inimagináveis. Criou uma realidade paralela ao mundo real, onde as pessoas puderam compartilhar de maneira mais eficaz suas opiniões e visões de mundo, acerca de um tudo. Manifestações políticas são comuns na grande rede, o debate sobre temas importantes vem tomando um espaço cada vez maior nas redes sociais. Deu na “TV” é fácil você abrir o Facebook, Twitter e You Tube e ver alguém já manifestando sua opinião, favorável ou contraria. 
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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Bum! Estourou! 
Por. Jhonathan Lima - "o poder do Estado não necessita nos oprimir, ele precisa agir da maneira correta e essa maneira é fazer melhorar a vida do povo".
N.Sra. da Glória - SE, 18/06/2013.

Jhonathan Lima
O que parecia ser apenas mais um protesto de jovens estudantes contra mais um aumento das já abusivas tarifas de ônibus, em São Paulo, tornou-se o sonho de muita gente e o pesadelo de tantas outras. A população que acompanhou a truculência da polícia militar para combater o direito constitucional da livre manifestação, os tiros com balas de borracha e explosão de bombas de efeito moral, fizeram que os  tiros saíssem sim e muito bem pela culatra e essas bombas fizeram explodir o grito de milhares de paulistanos e contagiaram corações e mentes de brasileiros nos quatro cantos do país e em alguns países do mundo. 
A aparente tranquilidade e hospitalidade do nosso país deu lugar a um clima fervoroso, um clima digno de uma democracia, onde o povo toma as ruas, gritando para serem ouvidos por seus representantes, jovens ávidos, ocuparam as ruas com suas bandeiras, que para além do que muitos teimam em acreditar, é sim, algo muito além de 0,20 centavos absurdamente cobrados em um sistema caótico de transporte coletivo, que tem como principais brindes insegurança e desconforto. 
Adauto Alves
"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética".  Che Guevara.
Por: Adauto Alves

A juventude está revolucionando o país. Enquadrou todo mundo, do governo federal ao governo paulista, passando pelas prefeituras das capitais. Enquadrou a Globo, a Veja, toda a mídia. Os seus figurões estão se desculpando por terem criminalizados o MOVIMENTO PASSE LIVRE. De Jabor a Datena, figuras que se acham donas da razão, agora estão fazendo mea culpa.

VIVA A REBELIÃO REVOLUCIONÁRIA DA JUVENTUDE BRASILEIRA. É um acontecimento alvissareiro, que diz claramente aos governantes de todas as esferas (municipal, estadual e federal) e de todos os partidos, que não se pode mais fazer políticas públicas na lógica do tradicional, do tipo fazer grandes arenas de futebol para a Copa, quando tem problemas na saúde, no transporte. etc.
Não é uma manifestação contra Dilma ou favorável a Aécio. É a insatisfação com as políticas públicas, a forma como estão aplicando os recursos dos nossos impostos.

ESTA É JUVENTUDE REVOLUCIONÁRIA imaginada por Che, e por todos aqueles que querem um Brasil de inclusão e grandes transformações sociais e econômicas.

Digo e reafirmo com a convicção de que nunca se fez no Brasil pelo social e investimento nas pessoas, como nos últimos 10 anos. Mas, reconheço que é preciso fazer muito mais.

Manifestações como estas dos últimos dias empurram quem governa a caminhar na direção destas transformações, caso contrário, a revolução das urnas de 2014, vai derrubar um por um, de forma inexorável.