sexta-feira, 20 de setembro de 2013



Carta de Belo Horizonte "Luiz Gushiken"

A educação que liberta o pensamento das grades da dominação de classe, compreendida como o mais amplo conjunto de conhecimentos, sobre os indivíduos, a sociedade e a vida em todas as suas dimensões, é condição fundamental para a emancipação da classe trabalhadora. Emancipação esta como elemento para a superação de todas as formas de exploração e opressão, tão reproduzidas pelos tradicionais métodos e sistemas pedagógicos hegemônicos no Brasil.

A luta por uma educação para todos, pública e com qualidade foi uma bandeira do Partido dos Trabalhadores desde o seu primeiro momento. Com a chegada ao governo, esta bandeira impulsionou o começo de transformações significativas em pontos decisivos da política educacional brasileira, haja vista a redução das taxas de analfabetismo para 8,6% (PNAD, 2011); a busca da universalização do ensino básico; a construção de novas Universidades Federais e Institutos Tecnológicos; além das políticas de democratização do acesso com as reservas de vagas, as cotas e o PROUNI.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O julgamento da banda New Hit, acusados de estupro coletivo

Caso New Hit: duas garotas estupradas por oito homens e o silêncio na mídia. No Brasil, apenas 2% dos agressores sexuais são condenados e presos

Jarid Arraes, Questão de Gênero

estupro banda new hit julgamento
Acusados de estupro, Banda New Hit.
A grande mídia televisiva tem um modus operandi bastante perverso quando se trata de promover sensacionalismo; por isso, nem sempre essa é a melhor forma de ficar a par das últimas notícias. Enquanto todo o foco das atenções é direcionado para casos das regiões Sudeste e Sul, temas e situações extremamente pertinentes para o povo brasileiro são deixados de lado.

Um exemplo dessa seletividade excludente é o caso das duas adolescentes que foram estupradas pelos 8 integrantes da banda New Hit, em Ruy Barbosa, Bahia. Há mais de um ano os estupradores permanecem impunes, mesmo após todo tipo de averiguação e análises de DNA, que atestam que o sêmen encontrado nas vítimas pertence a seis deles e comprovam a participação dos outros dois. As meninas de 16 anos, que entraram no ônibus do grupo para pedir autógrafos, foram estupradas em turnos enquanto um PM estava do lado de fora do ônibus e garantia que ninguém interrompesse. Como se não bastasse esse cenário, que já é um horror para qualquer mulher, os membros da banda ainda criaram uma nova música com uma letra intimidadora e as garotas passaram a receber ameaças de morte.


Clube Militar critica editorial “mea culpa” de O Globo

Decepção

“Declarar agora que se tratou de um 'equívoco' é mentira deslavada”, diz entidade que reúne oficiais da ativa e ex-militares e promove comemorações da “revolução” todo 31 de março
por Lino Bocchini publicado 04/09/2013 15:17, última modificação 04/09/2013 15:22 
 
 
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Nota na página oficial do Clube Militar
O Clube Militar, entidade que reúne oficiais da ativa da marinha, do exército e da polícia (e também ex-militares), soltou nestaquarta-feira 4 de setembro uma nota oficial " Nossa Opinião - Equívoco, uma ova!", condenando o editorial “Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro”, divulgado pelo jornal O Globo no último dia 31 de agosto. O texto do veículo da família Marinho afirmava que “as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio [ao golpe militar] foi um erro”.

O Clube Militar reagiu com firmeza: “o apoio ao Movimento de 64 ocorreu antes, durante e por muito tempo depois da deposição de Jango; em segundo lugar, não se trata de posição equivocada “da redação”, mas de posicionamento político firmemente defendido por seu proprietário, diretor e redator chefe, Roberto Marinho, como comprovam as edições da época”.



A ingratidão da Globo

Com desfaçatez suprema, o jornal desculpa-se enquanto evoca as razões que, 50 anos atrás, pretende terem justificado o apoio ao golpe
por Mino Carta publicado 06/09/2013 08:27, última modificação 06/09/2013 10:03
Reprodução
 
 
Editorial de O Globo
Com desfaçatez suprema, o editorial de O Globo desculpa-se enquanto evoca as razões que, 50 anos atrás, pretende terem justificado o apoio ao golpe
Ingratidão da Globo me espanta, ela vomita no prato em que comeu, com o perdão pelo uso do verbo, de eficácia indiscutível, no entanto. Aludo ao editorial com que o mais autorizado porta-voz das Organizações, O Globo, brindou seus leitores dia 1º de setembro. Diz-se ali que apoiar o golpe de 64 foi erro nascido de um equívoco. Veio a ditadura, como sabemos, provocada pelos gendarmes chamados pelos donos do poder civil, entre os quais figurava, com todos os méritos, Roberto Marinho, e os anos de chumbo de alguns foram de ouro para a Globo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sustentabilidade
Urbanismo

Qual é o habitat do ser humano?

O progresso a qualquer custo tem negligenciado o ser humano. Construções sustentáveis tentam resgatar essa dívida. Por Reinaldo Canto
por Reinaldo Canto publicado 02/09/2013 10:12, última modificação 02/09/2013 10:20
Marcelo Camargo / ABr
 
 
m'boi mirim
Manifestação pela Avenida M'Boi Mirim, periferia na zona sul de São Paulo
Habitat é o local ideal para que uma espécie, seja ela animal ou planta, possa se desenvolver, se alimentar e procriar. Pesquisadores já identificaram os habitats de inúmeras espécies. Sabemos, por exemplo, quais são os melhores lugares para que o elefante, a onça, o tamanduá-bandeira e o esquilo possam viver. Identificamos os biomas naturais e os seres vivos que os habitam. Até mesmo fomos capazes de considerar algumas espécies como exóticas, quando elas passam a ocupar e interagir de maneira pouco saudável com as espécies chamadas nativas dessa região. E nós, humanos, quais são os nossos ambientes, nem diria naturais, mas ideais para podermos viver com qualidade?

Ao longo da nossa história, as cidades e comunidades humanas foram sendo formadas levando em conta as questões ambientais existentes no local. Bom exemplo é o da água, vital para a sobrevivência. Nós humanos íamos ao seu encontro e instalávamos nossas moradias próximas às fontes do líquido precioso. Não é à toa que todas as grandes civilizações do passado se desenvolveram em torno dos grandes rios e muitas continuam lá até hoje.