terça-feira, 5 de novembro de 2013

Violência Sexual:no Brasil, estupra-se mais do que se mata

Comentário, Jhonathan Lima
Matéria, Nádia Lapa

Dados assombrosos, mas é possível que ainda seja, somente, a ponta do ice berg, o restante ainda está escondido debaixo da culpabilização da vítima, do medo, da vergonha, da falta de conhecimento e até mesmo da necessidade, sim necessidade! de submeter-se a  relações não consensuadas seja com esposo, namorado, colegas de trabalho...

Fico com a mesma dúvida da Nádia Lapa (texto abaixo)  sobre a questão:  aumentou o número de estupros, ou aumentou o número de denúncias? .Defender a igualdade de direitos, para além de uma “guerra dos sexos” com setores conservadores acham que seja, é lutar para garantir futuro digno às nossas mulheres, que são mães, filhas, irmãs, tias, avós... Nenhum ser humano merece nem deve viver carregando sob seus ombros a culpa de algo que se é vítima.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

No Muro das Lamentações, feministas lutam por igualdade

Grupo Women of the Wall pede direito de liderar orações do início do mês judaico em espaço exclusivo. Por Marsílea Gombata




Muro das Lamentações
No Muro das Lamentações, os homens têm preferência sobre as mulheres

De Kfar Saba, Israel
Se a fé cabe a homens e mulheres de maneira igual, por que uns têm mais direitos que os outros? É o que questionam feministas do judaísmo, que há exatos 25 anos lutam pelo direito de rezar da mesma maneira que os homens no sagrado Muro das Lamentações, em Jerusalém. Batizado de "Women of the Wall" [Mulheres do Muro], o grupo tem ganhado os holofotes na batalha que lidera contra o controle do Muro pelos judeus ultraortodoxos – denominação na qual os homens se dedicam exclusivamente ao estudo da Torá e se abstêm de trabalhar e do serviço militar obrigatório de Israel.


“Rede Globo, fantástico é o seu racismo!”






Mazzeo
“A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil, deveras sentenciou Joaquim Nabuco. Mas na versão global, ironicamente “inteligente”, ele diz: “O Brasil já é um país mestiço! E não vamos tolerar preconceito!”.

Nas últimas semanas escrevi dois textos sobre a relação entre meios de comunicação, publicidade e humor e a prática de racismo, o primeiro provocado por uma peça publicitária de divulgação do vestibular da PUC-PR e o segundo por conta de um programa de humor que ridicularizava as religiões de matriz africana. Hoje, graças a Rede Globo de televisão, retorno ao tema.
Neste domingo 3 de novembro o programa Fantástico, em seu quadro humorístico “O Baú do Baú do Fantástico”,  exibiu um episódio cujo tema é muito caro para a história da população negra no Brasil.
Passado mais da metade do programa, eis que de repente surge a simpática Renata Vasconcellos. Sorriso estonteante ainda embriagado pela repentina promoção: “Vamos voltar no tempo agora, mas voltar muito: 13 de maio de 1888, no dia em que a Princesa Isabel aboliu a escravidão. Adivinha quem tava lá? Ele, o repórter da história, Bruno Mazzeo!”


Política: importância do Marco Civil da Internet


O reinado da TV aberta terminará com o advento da Internet, abrindo a possibilidade de uma nova explosão de criatividade. Para isso, o modelo cartelizador da radiodifusão não pode se repetir
Nos últimos anos, uma nova lei – a Lei do Cabo – permitiu aos canais de TV a cabo descontar parte do imposto de renda no financiamento de produções nacionais – com obrigatoriedade de passar um pequeno número de horas/mês no horário nobre.
Bastou para que começasse a florescer por todo o país uma nova indústria de audiovisual.
***
Nos primórdios da televisão nos Estados Unidos, a nova tecnologia atraiu multidões de pequenos empresários. A pretexto de botar ordem no mercado, o poder federal decidiu regular o setor. E concedeu o espaço público a poucas redes de emissoras.
O argumento inicial é que o modelo de negócios – com base nos comerciais – só seria viável se em formato de rede. E seria a maneira das emissoras, fortalecidas pelo modelo, darem a contrapartida para a sociedade – na forma de produções bem acabadas, programas educativos, campanhas cívicas, espaço para a diversidade.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Câncer da próstata no Brasil.

Banner do blog Juventude e Debate em apoio ao Novembro Azul.
Para o Brasil, no ano de 2012, estimam-se 60.180 casos novos de câncer da próstata. Esses valores correspondem a um risco estimado de 62 casos novos a cada 100 mil homens (Tabela 1).

Nas regiões Sudeste (78/100 mil) e Nordeste (43/100 mil), o câncer da próstata é o mais incidente entre os homens. Sem considerar os tumores da pele não melanoma, é o mais frequente nas regiões Centro-Oeste (75/100 mil), Sul (68/100 mil) e Norte (30/100 mil) (Tabelas 4, 12, 22, 27 e 32).

Comentário
A última estimativa mundial apontou o câncer da próstata como sendo o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, cerca de 915 mil casos novos no ano de 2008. Aproximadamente 75% dos casos diagnosticados no mundo ocorrem em países desenvolvidos. A taxa de incidência mundial cresceu cerca de 25 vezes, sendo as mais altas observadas na Austrália, Nova Zelândia, Europa Ocidental e América do Norte. Parte desse aumento pode ser reflexo das práticas de rastreamento por meio do teste Antígeno Prostático Específico (PSA). 


Câncer de Próstata


Banner do Blog Juventude e Debate em apoio ao Novembro Azul
por Portal Brasil
Considerado um câncer da terceira idade, deve ser diagnosticado e tratado rapidamente para reduzir os riscos de mortalidade
O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o de maior incidência nos homens. As taxas da manifestação da doença são cerca de seis vezes maiores nos países desenvolvidos, quando comparados aos países em desenvolvimento.
Cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem em homens com mais de 65 anos. Quando diagnosticado e tratado no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. No Brasil, é a quarta causa de morte por câncer e corresponde a 6% do total de óbitos por este grupo.
Segundo estimativa da pesquisa Incidência de Câncer no Brasil em 2010/11, realizada pelo Instituto Nacional do Câncer, a população masculina do Rio Grande do Sul deve ser a que apresentará mais casos de câncer de próstata até o final do ano – 80 para cada 100 mil homens.

Faça parte você também dessa luta!





Novembro Azul (Movember) é um campanha de conscientização realizada por diversos entes no mês de novembro dirigida a sociedade e aos homens sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata e outras doenças masculinas.
Em vários países, o Movember é mais do que uma simples campanha de conscientização. Há reuniões entre os homens com o cultivo de bigodes (ao estilo Mario Bros), símbolo da campanha, onde são debatidos, além do câncer de prostáta, outras doenças como o câncer de testículos, depressão entre os homens, cultivo da saúde do homem, entre outros.
O movimento surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado a 17 de novembro.

Na verdade, novembro azul é mais tradicionalmente dedicado ao Diabetes Mellitus. Em 14 de Novembro, data do nascimento do Dr. Banting, descobridor da insulina, comemora-se o dia mundial do diabetes (A data foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes - IDF e pela Organização Mundial da Saúde -OMS desde 1991, e conta com o reconhecimento e apoio da Organização das Nações Unidas ONU, que em dezembro de 2006 assinou uma Resolução reconhecendo o diabetes como uma doença crônica e de alto custo mundial), e no mundo inteiro, ações são desenvolvidas para que o diabetes seja mais divulgado, seus modos de prevenção, diagnostico precoce e manejos. Em muitos locais do mundo, instituições são iluminadas de azul, caminhadas são propostas, ações em ruas movimentadas, etc. Há também o agosto azul, mês dedicado à prevenção das causas gerais de mortes masculinas, incluindo a violência urbana com mortes por armas de fogo e armas brancas, mortes no trânsito, câncer de próstata, etc, mas sem menção ao diabetes. Portanto, classicamente, novembro azul é o movimento mundial para o diabetes. a IDF- Federação Internacional de Diabetes estima que haverão 410 milhões de diabéticos em 2025, hoje há mais de 230 milhões de diabéticos, uma doença que traz inúmeras complicações, mortes cardiovasculares, incapacitações e amputações, cegueira, etc.